Just do not know yet if it is a history teacher playing the drums or a drummer who gives history lessons ![]()
Arquivo - julho 5th, 2010
Por Marcos Facó*
A maioria dos profissionais de marketing acredita que alguns meses despendidos em alguma sala de MBA, aliados a uma boa dose de subjetividade, possam resolver todas as questões mercadológicas. Falta-lhes muito!
Estamos nos habituando com a mediocridade do subjetivo imperante nas reuniões de planejamento. Todos, sem exceção, têm opiniões formadas sobre tudo o que diz respeito a comunicação e marketing. Até profissionais de outras áreas se veem no direito de opinar, mesmo quando sua contribuição não é solicitada, as observações saltam da boca. É irresistível a sensação provocada pela brilhante opinião fornecida para o deleite de todos os envolvidos na reunião. Pode ser sobre qualquer faceta do marketing, desde a mídia, a estratégia, o investimento, até o prazer de criticar a peça, o famoso anúncio. Não há como se conter. Ele ou ela sabe que não entende nada de comunicação, mas é tudo tão subjetivo, tão fácil!
Todos que chegaram até aqui sabem do que estamos falando. Já viveram essa situação em algum momento de sua carreira, pelo menos em um lado do enredo. Ou por engolir as opiniões ou pela satisfação de exalar uma aparente sabedoria mercadológica.
Ficamos divagando com a seguinte questão: por que essas opiniões não existem nas reuniões com a contabilidade? Ou nas reuniões em que se discute como o capital da empresa deve ser aplicado? Aqui, não se atrevem. O medo de exalar uma enormidade de bobagens é tão grande que fica mais confortável conter a vontade de se expressar. Ou você é um profissional da área de finanças, economia, contabilidade ou fica calado. Quando muito concorda.
Algum economista fica opinando sobre como o médico deve fazer a cirurgia? Quais instrumentos cirúrgicos ele deve utilizar? Mas, com toda a convicção permitida, o indivíduo terá opinião de sobra para dar a um diretor de agência de comunicação sobre o filme publicitário apresentado. Vai se sentir totalmente confortável até mesmo para dirigir o filme com assertividades impressionantes. Depois, com orgulho transbordando, comenta na mais alta leviandade como são fracos esses publicitários e, como ele, com o ego em explosão, consegue resolver a platitude reinante no mundo da propaganda.
Como um engenheiro pode se sentir confortável em emitir sabedoria onde nunca se aprofundou mais que alguns centímetros na piscina do marketing? Eles acreditam que a piscina é rasa. Tão simples e eficiente essa imagem. Ele, sem a menor cerimônia, estabelece a profundidade da nossa piscina. Mas a dele é muito profunda. Se você duvidar por um instante, as fórmulas matemáticas se lançam à sua frente.
Está aí a o Elo Perdido! É aí que devemos construir nossa piscina e determinar a sua profundidade. Mas os profissionais de marketing não estão preparados. Muitos não sabem sequer o que é uma mediana, o que dirá sobre a definição da variância. Sem estatística não existe marketing. Mas uma grande fatia desses profissionais não sabem o básico de matemática, tornando-se assim, também, opinadores contumazes, nadando de braçada numa fina lâmina d’água.
* Marcos Facó é Superintendente de Marketing da Fundação Getulio Vargas – FGV, Mestre em Administração pela FGV, MBA em Marketing pela PUC-RJ, Pós-graduação na Ecolé Polytecnique Fedéralè de Lausanne – Suíça, formado em arquitetura e engenharia civil pelo Mackenzie, e é co-autor do livro Marketing Educacional.

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Pele
Por Ivan Postigo
É inegável que os avanços tecnológicos têm permitido fabricar produtos cada vez melhores, mais baratos, gerando uma brutal concorrência, dificultando ao consumidor a diferenciação e facilitando-lhes o acesso.
Também é verdade que qualquer produto pode ser diferenciado, basta ir ao mercado e você vai encontrar os que se destacam, tem sua qualidade reconhecida, até por pessoas que nunca os usaram.
Qualidade não significa necessariamente que os materiais e a forma de construção são superiores aos de seus concorrentes, temos que tratá-la como o pacote de benefícios que o produto propõe ou que o consumidor espera que ele ofereça.
Ao adquirir um certo tipo de lápis você pode esperar que ele o diferencie e o destaque no grupo de desenhistas que freqüenta, fazendo isso ele determinará que tem a qualidade esperada.
Por essa razão vamos encontrar muitos produtos que além da efetiva qualidade de seus materiais e de seu design acabam recebendo um reconhecimento maior.
Para diferenciar um produto não basta ser o melhor, tem que parecer o melhor.
O consumidor não o compra e leva à um laboratório de testes para verificar suas propriedades físicas, ele perceberá a durabilidade pelo uso, o design por se sentir bem e receber aprovação e aquele algo mais por ser notado e seguido. Não se engane, a falta de qualidades físicas também é notada quando ocorre.
O produto com esse algo a mais é pedido, procurado, recomendado, faz com que determinados grupos se identifiquem.
Nesse rol existem canetas, bolsas, jeans, jóias, carros, bebidas, refrigerantes, vinhos, e mesmo água.
As empresas de modo geral mantêm o conceito da diferenciação pelos materiais, aspectos físicos, esquecendo-se de um fator importante, a marca.
A marca deve representar algo no mercado e principalmente na mente do consumidor. Para aquela que se destaca tudo que a carrega é considerado de excelente qualidade.
Construir uma marca não é algo fácil, nem sempre barato, nem é possível dizer que colocando somas enormes em campanhas publicitárias esta será um sucesso.
Grandes marcas, de notoriedade mundial, começaram pequenas, foram crescendo com o tempo, apoiadas sempre por uma visão.
Esse é um aspecto fundamental nos negócios, determinar aonde se quer chegar e seguir trabalhando com consistência.
As empresas como são reativas tendem a seguir umas as outras, por que haveria então razão para os consumidores diferenciá-las?
Ao seguir aquilo que o mercado está praticando a empresa está garantido o lugar entre os iguais, nesse caso o que prevalece é o preço, tendo o maior de todos irá para as últimas posições.
Como podemos obter diferenciar se na contratação procuramos profissionais com a mesma identidade da nossa equipe?
Aquele é muito jovem, este é muito velho, outro não tem experiência ou tem demais, este tem cabelos longos, aquele tem tatuagem, é muito baixo, não pode ser homem, ou tem que ser, enfim descartamos toda e qualquer coisa que não atenda nosso padrão mental. Procuramos nos manter na zona de conforto, situação impossível quando se quer diferenciação.
Destacar uma marca é como marcar a fogo, é criar uma personalidade distinta e mostrar ao mundo que ela existe.
Para conseguir diferenciação é preciso ter a disposição de nos expormos às melhores idéias que encontrarmos e tentar trazê-las para nossos negócios.
De onde vêm as novas e boas idéias?
Não são geradas pelas diferenças?
Para isso temos que misturar experiências, culturas e conhecimentos, portanto meu caro a sua commodity é a sua visão quem faz, na hora de contratar procure pela diferença e não pela igualdade.
Não precisa concordar comigo, as pessoas continuarão a comprar os seus produtos, mas pelos menores preços de mercado.
Ivan Postigo é Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial | Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652 | ipostigo@terra.com.br























































