Arquivo - julho, 2010
Por Danielle Magierski Valerio
dani_magi@yahoo.com.br
Dado o acirramento da concorrência resultante da abertura de mercados, o consumidor, seja ele organizacional ou individual, tende cada vez mais a utilizar-se de fatores subjetivos para a escolha de um produto, de uma marca, de um serviço ou mesmo de um fornecedor.
A partir desse fato, torna-se perceptível a importância de a empresa manter uma boa imagem junto aos seus públicos, pois a imagem organizacional é considerada um dos fatores subjetivos mais influentes no estabelecimento de uma decisão de compra ou na escolha de um fornecedor.
Esse contexto é essencial para o crescimento e consolidação das Pequenas Empresas de Base Tecnológica (PEBTs) na área em que atuam. Seus produtos e/ou serviços são tidos como inovadores e, por isso, ainda não possuem um mercado cativo. Necessitam, assim, aprimorar seus esforços de marketing voltados à construção de uma imagem organizacional adequada para conquistar um posicionamento comercial privilegiado.
A imagem organizacional está originalmente ligada aos processos de comunicação da empresa. Os meios de comunicação, por ela utilizados para se comunicar com o mercado, ajudam na formação de sua imagem na mente das pessoas. Tudo o que é oferecido ao cliente, individual ou organizacional, tende a ser rotulado por ele. Nesse processo, os fatos são mais relevantes do que as palavras, e o cliente tende a criar imagens subjetivas em sua mente.
O mecanismo psíquico que conduz a tais associações é complexo e ainda insuficientemente compreendido. A imagem organizacional resulta em uma percepção unificada. Portanto, ela é única. Mas, ao formar esta imagem unificada, a mente das pessoas é levada a considerar todos os atributos perceptíveis (eis a importância de uma PEBT divulgar seus produtos, serviços, junto ao seu ambiente organizacional). Dessa forma, pode-se mencionar que a imagem é o resultado de diversos atributos que se somam, às vezes, com um efeito sinergético.
Ao se estudar a imagem de uma empresa, deve-se considerar qual posicionamento de mercado essa empresa possui ou deseja possuir, pois este é o ponto de partida para se formar uma imagem sólida, que renderá, entre outras vantagens, um retorno comercial.
A imagem que uma empresa conquista é reflexo do seu posicionamento, e, no futuro, haverá dificuldades para alterá-la. Por isso, é importante medir a imagem que o público tem da empresa antes de se desenvolver qualquer plano de comunicação. Esse estudo possibilita que os esforços comunicacionais da organização sejam dirigidos de maneira correta e coerente.
Em resumo, pode-se dizer que o principal motivo para se trabalhar a imagem organizacional de uma PEBT reside no fato de a imagem influenciar o relacionamento da empresa com os seus diversos públicos. Essa imagem pode interferir diretamente no comportamento do cliente no ato da decisão da compra, além de determinar a capacidade da empresa de obter recursos humanos (contratação de pessoal), prospectar recursos financeiros (captação de recursos), relacionar-se com órgãos governamentais e atender eficientemente a suas diversas funções administrativas.
Danielle Magierski Valerio é publicitária, com especialização e mestrado em Engenharia de Produção (UFSCar); atua como consultora de marketing da Cientistas Associados e professora de publicidade & propaganda do Instituto Superior de Ciências Aplicadas.

Rui Porto
A segunda palestra do Fashion Marketing 2006 apresentou o case de sucesso das Havaianas. O diretor de comunicação Rui Porto e a consultora de comércio exterior Ângela Hirata explicaram como a São Paulo Alpargatas conseguiu fazer das sandálias de borracha, que eram compradas por consumidores brasileiros de baixa renda, um produto que vende muito no mundo todo.
O sucesso das Havaianas não foi sorte – dependeu de um esforço grande (leia-se investimento) de marketing e comunicação. A marca passou por um processo de mudança que continua. Eles precisaram esforçar-se para enfrentar barreiras de entrada em outros mercados, inclusive a barreira cultural. “Essa é pior que qualquer outra”, conta Ângela. Para Porto, o segredo do sucesso foi “tratamento do negócio como um todo, foco, disciplina, tempo e muita comunicação”. Ele inclui a paixão, referindo-se à dedicação da equipe ao projeto.
Hoje são mais de 70 modelos de Havaiana diferentes no mundo todo, alguns exclusivos e comercializados só no país. Porto explica que isso é uma estratégia para evitar ações de contrabando e pirataria. Tem Havaianas na França que não existem no Brasil, por exemplo.
O diretor de comunicação ainda acrescenta que o desafio é “mudar sem mudar”. As Havaianas podem ter várias linhas diferentes, mas não deve perder sua essência: sandália de borracha, sandália de dedo. “Tem que bater o olho e ver que é uma Havaiana”, ele diz.

Ângela Hirata
Curiosidades
. No último Oscar, cem indicados pela Academia ganharam um par de Havaianas e uma placa em prata-de-lei, com o nome deles gravado.
. Um em cada 10 australianos compra Havaianas. A cada ano. Elas já tem até um apelido por lá: são as havies.
. A Topper, que é um outro produto da São Paulo Alpargatas, é sucesso entre os jovens japoneses.
. Uma butique Havaianas foi aberta há duas semanas em Saint Tropez, um dos destinos paradisíacos preferidos dos jet-setters.
Jorge Wakabara
Fonte: http://chic.ig.com.br/materias/365501-366000/365632/365632_1.html
Sistema inspirado no Nespresso é voltado para a família e conta com modelo de negócio amplo
Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 07/06/2010
bruno@mundodomarketing.com.br
Aos poucos, as cafeteiras que por anos a fio fizeram o café da manhã tradicional dos brasileiros sairão de casa pela porta da cozinha. Enquanto isso, pela porta da frente, entrará em cena uma máquina capaz de produzir café expresso, cappuccino e chocolate quente para toda família. Pelo menos esta é a aposta da Nestlé ao lançar o Nescafé Dolce Gusto com força total, depois de introduzir o modelo lançado na Europa em 2006 e por aqui no ano passado, sendo o primeiro país da América do Sul a receber a novidade.
Nescafé Dolce Gusto aposta num modelo que une uma marca reconhecida a um desejo latente do consumidor brasileiro da classe média: preparar em casa as mesmas bebidas que está acostumado a degustar nas cafeterias. Tudo isso, aliado à facilidade de utilizar a máquina com sistema de cápsulas, a um design diferenciado e a um preço acessível. Qualquer semelhança com o seu primo rico Nespresso não é mera coincidência.
O novo produto foi desenvolvido para preencher um espaço que não estava sendo atendido por Nespresso por conta do preço, da marca e do modelo de distribuição. Uma máquina que prepara apenas o espresso tradicional pode custar até R$ 3 mil e um dos sistemas Nespresso mais em conta sai por R$ 1 mil. Já Dolce Gusto pode ser adquirido por R$ 600,00. Enquanto Nespresso é super premium, focado no café gourmet, na seleção de sabores de café e é vendido em boutiques próprias, Nescafé Dolce Gusto é para massa, com bebidas à base de café e vendido no grande varejo, desde lojas de eletrodomésticos e até supermercados.
Novidade para a família
O posicionamento de Dolce Gusto é de uma máquina – desenvolvida em parceria com a Arno – voltada para a família por ter uma variedade de bebidas, como o espresso tradicional, o espresso intenso, o caffè lungo, o cappuccino, o latte macchiato, com uma combinação do expresso com o leite, e Chococino, um chocolate quente. “O consumidor queria ter estas bebidas diferentes dentro de casa”, aponta Liliam Mirando, Diretora de Cafés e Bebidas da Nestlé. “Ele está ávido por novidade e tinha oportunidade para oferecer uma opção diferente com qualidade e valor”, completa, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A Nestlé levou dois anos para lançar o sistema no Brasil, porque desenvolveu pesquisas quantitativas e qualitativas com consumidores e com revendedores. Descobriu-se que um dos motivos para não comprar as máquinas de espresso, além do preço, era a dificuldade de se preparar a bebida. A multinacional também introduziu o produto de forma gradual para poder corrigir eventuais falhas que, segundo a empresa, não ocorreram. “Queríamos entender a aceitação do consumidor num primeiro momento”, afirma Liliam.
Nescafé Dolce Gusto chegou às lojas primeiro em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “A aceitação do consumidor tem sido ótima. Os produtos têm surpreendido o cliente”, comemora a executiva. Os próximos mercados a venderem o produto são Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Todas as cidades brasileiras, no entanto, podem receber as máquinas pelo fato da companhia vender também pela internet.
Design faz a diferença
O público-alvo do produto é amplo. São pessoas que gostam de café, acostumas às cafeterias e que queiram bebidas de qualidade em casa também. Há consumidores que escolhem lugares de destaque na cozinha ou na sala de jantar para exibir a máquina. A ideia é justamente expor o design diferenciado que ganha cor preta, branca ou vermelha, a mais vendida. Outro atributo do produto valorizado é a personalização. Com Dolce Gusto é possível preparar um café com leite com menos café ou menos leite.
E é no ponto-de-venda que a Nestlé está destacando estas características. Um dos desafios é mostrar que é simples preparar um café espresso. As ações de degustação representam um dos principais pilares de promoção. “Há um mito de que manusear uma máquina de café espresso é difícil. Mostramos que é simples, fácil e é só apertar um botão”, explica Liliam Mirando, da Nestlé. “Temos trabalhado para ter uma conversa próxima com o consumidor para explicar sobre o conceito”, ressalta a Diretora, que estima já ter impactado mais de um milhão de pessoas no PDV.
Outro ponto de alto investimento para a marca é a comunicação. Nescafé Dolce Gusto ganhou o Brasil com comerciais na TV e com merchandising em programas como O Aprendiz, da Rede Record. Agora, a meta é fazer o consumidor comprar. “Gostaríamos que cada brasileiro tivesse uma máquina em casa”, conta Liliam. “Somos referência na produção e devemos ser também no consumo. Dolce Gusto é a democratização do café de qualidade”, acredita.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/1,14461,nestle-aposta-em-nescafe-dolce-gusto-para-a-massa.htm




































































