Por Alexandre Rocha
Em um dos meus passeios virtuais em busca por boas referências para agregar ao meu estilo e temperar os próximos trabalhos, esbarrei em peças que chamam bastante atenção não só pela qualidade no tratamento, equalização de luzes e etc, como também pelo estilo curiosamente diferente, levemente insano.
As peças são do artista Holandês Ruadh DeLone, da cidade de Rheden (cidade de origem do ciclista Erik Breukink, e onde viveu o romancista Louis Couperus). Ruadh DeLone atua com foco no trabalho artístico de fato, transitando com bastante propriedade pelos campos da fotografia e manipulação. Além de possuir um trabalho refinado e bastante característico, é uma pessoa atenciosa e disponível, que prontamente nos respondeu algumas perguntas que você confere a seguir.

- The New Villains and Victims
Quando aconteceu seu primeiro contato com a arte digital? Conte-nos como foi.
Quando criança, eu costumava desenhar todos os dias. No final de 2007 eu descobri que uma câmera poderia fazer o mesmo trabalho. Não em oito horas, mas em apenas um centésimo de segundo!
Uma questão comum aqui no Brasil está relacionada a importância da qualificação para os profissionais de design em geral. Qual é sua opinião sobre designers e artistas digitais que trabalham sem base acadêmica?
Acredito que esta é uma opinião muito pessoal, eu diria que os “não acadêmicos” desenvolvem seu próprio estilo, enquanto com alguém lhe ensinando algo, você acaba sendo um pouco de influenciado.
Não há “jeito certo” para a arte. Trata-se apenas do seu jeito, é um processo solitário. Quero dizer que, olhando para todos os mestres antigos da pintura, a maioria não possui estudo acadêmico, são autodidatas que desenvolveram seu estilo em plena liberdade e solidão.

Never Grow Up
No universo da arte e do design, quem foram suas principais referências para a construção do seu estilo?
Fui muito influenciado por Gottfried Helnwein e Carel Willink quando criança. Mas nunca fui de olhar muito para os outros, pois acredito que só é possível tornar-se alguém sendo você mesmo. Tive pouca influência de outros artistas, de forma que às vezes eu mesmo gostaria de fechar meus olhos e não voltar a olhar design ou qualquer tipo de arte. A confecção de arte verdadeira vive na cabeça e no coração. Não nas mãos ou nos olhos.

Stills
Você possui habilidades além do design, como fotografia ou pintura certo? Conte-nos sobre elas.
É isso mesmo. Basicamente sou fotógrafo, mas se tivesse dias de 84 horas eu poderia seria um pintor. Para mim, a pintura é a mãe de toda a arte. É a base de todas as outras verdadeiras formas de arte.
Computadores mais poderosos, internet e softwares mais fáceis de usar. Sem dúvidas a curva de aprendizado do design digital é muito menor. Você poderia comparar os tempos do início da sua carreira com o momento atual?
Bem, eu comecei no final de 2007 com a fotografia e pós-processamento, então só usei os computadores mais rápidos e todos os tipos de software, mas a minha curva de aprendizado foi alta no começo. A cada dia eu tento definir os meus métodos e aprender as melhores formas de trabalho. Não digo mais rápido, e sim melhor! Enquanto as máquinas se tornam mais rápidas o meu trabalho começa a ser mais lento devido ao processo de aprendizagem e da fome por um desempenho melhor.
Você confere muito mais do artista acessando http://www.behance.net/DeLone.
AllRox
Alexandre Rocha "AllRox", é publicitário, pós-graduando em Inteligência Competitiva pela ESPM-RJ, Analista de Marketing e profissional de TI. Presta consultoria de Marketing e Comunicação, além de atuar em agências de publicidade prestando serviços que compreendem desde a criação para mídia impressa, ao desenvolvimento de websites.




















































