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AllRox TOP 20 2010

2010 foi um ótimo ano em diversos aspectos, e dentre estes, felizmente está o sucesso deste site que desenvolvi para servir de referências os profissionais e estudiosos de Design ou Marketing, com direito até a conteúdo variado para aqueles momentos mais estressantes! Foram ao todo 63.052 visitas que geraram 212.744 visualizações de página, tempo médio de acesso de 2,19min e a assombrosa taxa de rejeição de 2.03% levando informação e entretenimento a 4.894 cidades espalhadas por 156 países por todos os continentes.

Para comemorar o sucesso do pequeno projeto (com seus traços de benchmarking) que graças ao apoio de cada leitor se saiu digamos “muito bem obrigado” em 2010, publico agora o especial Top 20 2010. Obrigado a você seja um leitor fiel ou apenas eventual, cada acesso é vital para que o resultado seja alcançado, continue acessando, aprenda, divirta-se, opine!

#1 A magia do Gradient Mesh – “Vetores vivos”

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vermais AllRox TOP 20 2010

Branding é posicionar a marca com inteligência.

Branding envolve a utilização e coordenação de inúmeros recursos de comunicação a fim de maximizar a consistência e clareza da mensagem da marca. Acreditamos que a estratégia de marca é um fator relevante da estratégia corporativa, em direção ao desenvolvimento de uma vantagem competitiva sustentável.
Uma das fundações do branding é determinar a estratégia de posicionamento da marca, o qual entendemos como um exercício de relatividade. Ele deve equilibrar os dois aspectos de uma marca: o emocional (as necessidades e expectativas dos consumidores) e o racional (os objetivos do negócio).

vermais O que é posicionamento de marca?

branding Da arquitetura comercial ao Place Branding

Prof. Admir Borges

Conhecido como place branding (PB), a arquitetura de loja é um processo que consiste em reunir elementos tangíveis e intangíveis de composição, com o objetivo de oferecer experiências sensoriais e efeitos visuais inovadores. A idéia é incorporar as estratégias que envolvem o branding da loja e a necessidade de integração das ferramentas de comunicação nos diversos pontos de contato da marca com o consumidor. Isto mostra que, mais que um espaço de venda, o PDV é o lugar apropriado para o reforço e a disseminação dos valores da marca.

Não é por acaso que a comunicação e a arquitetura de loja são disciplinas que convergem em propósitos de marketing, relacionados com estratégias para alavancar vendas e fluxos de clientes nas lojas. Esse conjunto funciona como um amplificador das mensagens produzidas no PDV para atrair o cliente e torná-lo frequentador  e comprador assíduo.

vermais Da arquitetura comercial ao Place Branding

Referência$$$

Se há coisas mais valiosas que dinheiro para quem vive de design ou criação de forma geral, certamente estas são as fontes de referência. Assim como um artista faz seu “laboratório” antes de representar cada papel no teatro ou na TV, buscando informações e características relevantes para viver a personagem, o designer tem como sua principal arma contra as armadilhas do briefing as fontes de referência e a pesquisa em si.

Cada cliente possui um “problema” e um produto diferente, todo trabalho deve ser melhor que o anterior, as imagens devem comunicar o que se deseja e como a cereja do bolo pra finalizar muitas das vezes o job é “pra ontem”.

São inúmeras as variáveis contra o artista durante o processo de criação, e tanta tecologia disponível nos dias de hoje facilita o trabalho trazendo em contrapartida um pequeno problema: a globalização e velocidade com que a informação transita por todo o mundo cria tendências a todo instante e parece fazer com que o tempo corra 8 vezes mais rápido que há alguns anos, o que resulta em trabalho de madrugada, horas extra, cafeína, coca-cola, cansaço e vários outros pequenos vícios e probleminhas (coisas da profissão rs).

Infelizmente minha experiência na área e meu tempo de trabalho não me permite (ainda) dar dinheiro aos meus colegas de profissão, contudo, este é um post especial em que listarei alguns links de referência e conteúdo que eu utilizo para ajudar nos momentos em que a criatividade “trava”, para estudo e até mesmo apenas por diversão.

Espero que o conteúdo seja útil e que resulte em belos trabalhos. E a você SUCESSO!

vermais Referência$$$

Tudo é Marketing?

Por Admir Borges

O Brasil dos anos 60 viu surgir uma disciplina que transformaria o ambiente das relações de troca estabelecidas pelo mundo econômico: o Marketing, uma nova disciplina em sua forma embrionária. Ele foi ganhando seus primeiros simpatizantes num período em que a preocupação das empresas estava focada nos processos produtivos e na força de vendas.
Nos meios de comunicação, o rádio, estava em pleno vigor – era o centro das atenções – e a televisão, a novidade surpreendente do século XX, tinha o esboço de uma arrancada definitiva rumo à preferência do público, buscando seu espaço e garantindo destaque entre os meios de massa. Assim, rádio e tv se constituíram nos aliados de primeira hora do marketing, um casamento perfeito para se trabalhar as mensagens de maneira pertinente e multiplicadora, pela vantagem de atingir rapidamente grande parcela da população, ajudando a vender quantidades cada vez maiores de bens de consumo.

Tudo isso causou enorme impacto nos meios de produção, com a conseqüente ampliação geográfica da participação das marcas e o aparecimento de novos produtos que iriam competir com os já tradicionais e líderes de mercado. Também cresceu a malha rodoviária, o sistema de distribuição e logística, as formas de crediário ao consumidor, a adoção do planejamento estratégico pelas grandes empresas, a pesquisa e o teste de mercado.

Dessa forma, o marketing foi ganhando adeptos, estudiosos, pesquisadores e novos autores. Despertou o interesse de empresários de diversos segmentos, bem como dos publicitários, que passaram a propor para seus clientes cada vez mais anúncios, comercias e campanhas completas, traduzindo a evolução do próprio mercado, na busca de um modelo competitivo. As empresas adotaram o estabelecimento de verbas anuais para sua propaganda, que chegaram a representar até 100% do investimento em marketing. Nesse mesmo período a regulamentação do trabalho publicitário, através da Lei 4.680, e a determinação de percentuais de comissão foram importantes para o surgimento e fortalecimento das agências de propaganda, principalmente no eixo Rio – São Paulo. Isso fez com que a propaganda se transformasse no foco das atenções e na principal denominação da atividade mercadológica.

Com a alta visibilidade conquistada pelas agências, estabeleceu-se, no entanto, uma certa confusão semântica para o termo marketing, que ganhou uma série de interpretações e sinônimos, responsáveis pela distorção do seu verdadeiro sentido. Profissionais e leigos passaram a utilizar definições e conceitos de marketing e propaganda sem distinção, como se fossem uma coisa só, até colocando o primeiro como uma ferramenta do segundo e não o contrário, conforme defendem os especialistas e as maiores autoridades no assunto. Por sua vez, publicidade virou sinônimo de propaganda, quando na verdade são disciplinas complementares. Posteriormente, algumas formas de propaganda passaram a ser chamadas de merchandising , ou simplesmente merchan para os inculturados, com o absurdo aval de veículos de grande porte. Ou seja, estabeleceu-se uma verdadeira torre de babel no marketing.

Nessas quatro décadas não houve melhora nesse contexto, apesar do esforço feito através das pesquisas nas grandes universidades e das bibliografias que se multiplicaram. E, se antes a confusão derivava apenas da ignorância sobre o tema, hoje ela parte dos próprios autores e títulos de livros com tendência editorial oportunista. Tanto, que podemos encontrar nas bibliotecas e livrarias toda sorte de configurações, tais como: marketing tuttifruti, marketing de convergência, marketing viral, marketing sexual, marketing de permissão, marketing político, marketing médico, marketing editorial, marketing de imagem, marketing eleitoral, marketing de resultados, e a lista continua.

Infelizmente, como ocorre em outras atividades profissionais, nessa área encontramos pessoas que se autodenominam “experts”, quando na realidade não passam de espertalhões e aproveitadores de plantão. Muitos mandam imprimir em seus cartões de visita: gerente de marketing, supervisor de marketing, consultor de marketing, agente de marketing, assessor de marketing, sem nunca terem feito um curso sério, nem estudado com profundidade os consagrados autores. A preocupação aumenta de tamanho quando deparamos com formadores de opinião, principalmente na mídia, deturpando sobremaneira o conceito do que é marketing, desconsiderando tudo que já foi pesquisado e escrito com seriedade sobre o tema. O mau uso da terminologia, que gera interpretações errôneas, tem levado as pessoas a tratarem o marketing como se fosse qualquer tipo de ação promocional, e até pior, como algo que serve a uma venda forçada e enganosa, sem falar das maquiagens absurdas em produtos e serviços.

Para fermentar um pouco mais a questão cunhou-se nas duas últimas décadas, de maneira negligente, a palavra ” marqueteiro” : uma denominação adotada pelos estrategistas que trabalham para eleger políticos. O termo “marqueteiro” é pejorativo e indesejável para se atribuir a um profissional de marketing. Ele não passa de um profissional episódico, que constrói figuras volúveis como os políticos atuais. O verdadeiro mercadólogo não “faz” a imagem ninguém e desconfia da existência de um “marketing político”, pois utiliza seus conhecimentos teóricos e técnicos para posicionar produtos ou serviços corretos, criando alianças duradouras com os consumidores e usuários, garantindo a satisfação e a imagem positiva das marcas, no longo prazo. O legítimo mercadólogo repudia a invencionice e a alquimia dos “marqueteiros”.

“Tudo é marketing e marketing é tudo” para aqueles que acham que conhecem da matéria, mas que não passam de curiosos e empíricos. Esses, além de desconhecedores da teoria, costumam criar rótulos, frases de efeito, conceitos absurdos e outros termos inadequados. O marketing, segundo os grandes autores, é definido como um conjunto de técnicas que envolvem pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, teste de mercado, avaliação de micro e macro ambiente, análise da concorrência, lançamento, política de preço, construção de valor, distribuição e logística, força de vendas, branding e composto de comunicação.

Com isso, podemos afirmar que o marketing se apresenta, neste início de século como a disciplina mais badalada e menos compreendida pelos leigos. Há o marketing traduzido pelos marqueteiros, mau visto pelos mercadólogos, e o marketing verdadeiro daqueles que estudam, pesquisam e fazem suas reflexões sobre fundamentos e tendências, livre das propostas especulativas dos espertalhões e aproveitadores. Fazer marketing é o oposto de enganar, maquiar, forçar, ou iludir. Torna-se, assim, indispensável para o profissional que atua nesta área um conhecimento aprofundado da sociologia, da economia, da antropologia, da psicologia e até mesmo da filosofia. O marketing não é disciplina para os vendedores que vendem lenço quando todos estão chorando, como sentenciava a antiga máxima das técnicas de vendas.

Admir Borges, consultor empresarial na área de atendimento ao cliente e Coordenador e Professor de Pós-graduação de Marketing e Comunicação da Uni-bh, Universidade Fumec. e IEC-PUC.

por Michelle Pfaff
marketing-e-inovacao.blogspot.com

O McDonald’s conseguiu, a Havaianas conseguiu, você também pode

Algumas marcas podem de repente perder a preferência de seu público, por causa de uma mudança de hábitos dos consumidores ou por entrada de concorrentes inovadores no mercado.

Sintonia com o consumidor – Reposicionamento da imagem da marca

Para uma marca retomar mercado, ou simplesmente se tornar uma “brand” famosa, pelo menos para o público que ela quer alcançar, um dos fatores mais importantes é a sintonia da marca com os novos desejos e necessidades de seu público. Citando Ângela Hirata, que foi a responsável na Alpargatas pelo processo de renovação e internacionalização da marca Havaianas, “o segredo do sucesso está na capacidade de adaptação, em cada época, às novas demandas e anseios dos consumidores”.

No início dos anos 90 os chinelos Havaianas eram algo totalmente sem charme, e usados principalmente por quem não podia ter algo melhor. Nesta época também as fronteiras entre o despojamento e a sofisticação tornaram-se menos claras, e a despretensão das sandálias de borracha encaixou-se bem nesse cenário em que ser chique era ser descolado, mas para tornar o produto desejado era necessário revitalizar a marca.

Em 1994, começa uma grande mudança na comunicação e no mix de produtos, com o slogan “Havaianas, todo mundo usa”, foram criadas campanhas para TV e mídia impressa onde várias personalidades mostravam seus pés usando Havaianas. São lançadas as Havaianas Top, modelos coloridos destacando o alto-astral da marca. Iniciava-se aí o grande sucesso de reposicionamento do produto, passando a ser desejado pela população com um acessório de moda e estilo.

O resultado, em 12 anos, é que Havaianas virou artigo de moda e a marca é vista hoje ao lado de grandes empresas internacionais como Chanel, que, aliás, vende pares de sua marca junto com a de Havaianas numa ação de co-branding. Só em 2006, 160 milhões de pares foram vendidos, dos quais 10% foram para mais de 80 países espalhados pelo mundo. E se antes era apenas um modelo que ia no pé de todo mundo, hoje são 80, dos quais metade são destinados ao exterior.

Alinhamento com a nova marca – Copy Strategy

De nada adianta criar um novo produto, ou recriar a imagem de uma marca se toda a comunicação não estiver adequada ao novo posicionamento. Todos que se relacionam com a marca, funcionários, acionistas, fornecedores, agências de publicidade, devem ter a mesma visão e o mesmo discurso. Isso é possível através da criação, divulgação e implantação de um copy-strategy.

Um copy-strategy nada mais é que um guia da marca, que vai declarar a promessa da marca, os benefícios a serem divulgados ao mercado e o tom de sua comunicação. Declaração de benefícios é a definição do produto citando a forma como ele beneficiará os consumidores (gastar menos tempo, mais barato que seus concorrentes,mais resistente, mais bonito), depois disso vem a promessa da marca, é aí que começa a real diferenciação que pode definir a preferência do consumidor. No McDonald’s, Larry Light cita que eles definiram que queriam ser “o lugar favorito de seus consumidores para comer e beber” e o slogan “Lovin´it”. E essa promessa se tornou uma missão conhecida para todos os funcionários que tiveram que se esforçar para atingir os objetivos. Novos produtos foram introduzidos no cardápio, atendendo aos consumidores que desejavam algo menos calórico, mais saudávels, foram criados os McCafé, mais acolhedores e com produtos específicos para quem quer simplesmente parar e tomar um cafezinho, e não fazer um lanche completo.

Para traduzir a promessa da marca, o tom da comunicação em todas as mídias, incluindo as comunicações internas, para funcionários, é o último tópico a ser especificado no copy-strategy. É aqui que se define se as peças de comunicação terão um ar alegre, sério, jovial, racional, emotivo, bem-humorado, etc. No Mc Donald´s por exemplo, o azul foi introduzido na comunicação, para simbolizar um novo posicionamento da empresa que introduziu produtos Light no cardápio, como saladas, frutas, água de coco, etc.

Incentive a confiança na marca

A sintonia com os desejos e necessidades do consumidor e uma promessa de marca que atenda a tudo isto são essenciais para o sucesso de uma marca, além, é claro, de uma comunicação bem feita, atingindo o público correto e de maneira a provocar uma reação, um impacto neste público.

Além de tudo isso, existe uma tendência ou pelo menos um apelo para que as marcas sejam social e ambientalmente responsáveis, e isso vai refletir na confiança do consumidor na sua marca, e repercutir positivamente na imagem da marca.

Ao longo dos anos, o McDonald’s por exemplo, apesar das críticas que nós sabemos que existem, por ser uma empresa de fast-food, investiu em criar uma imagem positiva com a casa do Ronald McDonald, responsabilidade ambiental, compromisso com a diversidade e atividades para as comunidades locais. E, à medida que a preocupação da população com a saúde aumenta, o Mc Donald´s investee em informação sobre os dados nutricionais de seus produtos, e em trazer produtos mais saudáveis para seu cardápio.

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