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Buzz Marketing

Por Rafael Mauricio Menshhein

16/10/2006

Cada vez mais são procuradas nos formas, estratégias diferenciadas e conceitos a serem usados de novas em novas aplicações, a criatividade é fundamental e o conhecimento das reações faz-se necessário e vital para toda a organização, promovendo não somente a divulgação dos produtos, mas também seu consumo no mercado a ser explorado.
Conceitos novos, mais velocidade de expansão das mídias com o advento da Internet, deram ao Marketing mais poder, mais força para atingir em cheio seu público-alvo, desde que usado com cautela, discernimento e estrategicamente bem posicionado, provendo as soluções que os consumidores buscam e conquistando mercado.
Uma das novas formas de buscar atingir mais diretamente e exatamente o público-alvo é o uso de campanhas voltadas diretamente a um tipo específico de consumidor do mercado, criar as Propagandas de forma que os próprios consumidores repassem aos demais com o objetivo claro de propagar o conhecimento, desejo e possibilidade de possuir o produto em suas mãos da mesma forma que a pessoa remetente desta mensagem.
O Buzz Marketing é novo, possui características similares ao Marketing Viral, mas não há a necessidade de esconder seu objetivo, ter um tom cômico ou simplesmente passar uma mensagem sem dizer ao consumidor que ali existe a “venda” de um produto.
Com as facilidades criadas pelo uso da Internet, este tipo de Marketing torna-se cada vez mais forte, rápido e visa atingir um número de pessoas cada vez maior, claro que tudo isto só é possível com o repasse da campanha, deve haver interesse do consumidor em mostrar, enviar, conversar e conhecer mais a fundo todos os atrativos do produto, repassando a mensagem para pessoas que, por seu conhecimento, possuem gostos parecidos e estão sempre atrás de novidades, notícias e informações sobre certos produtos.
Pode-se compreender o Buzz Marketing como uma estratégia inovadora, que age como um murmúrio (sua tradução literal) por surgir de forma calma, sem muito alarde e que cativa exatamente seu público-alvo, mas que pode ser conhecido por outros milhares de consumidores, apenas por título de curiosidade sobre um produto ou por uma prospecção muito bem feita pelo Marketing da empresa.
Criar novas ferramentas para uso em Marketing é fundamental para uma organização, a inovação tecnológica permite a cada dia atingir mais pessoas com um simples clique do mouse, as trocas de correio eletrônico (e-mail) são cada vez maiores, o repasse de vídeos ganha cada vez mais força, sites especializados possibilitam atingir milhões de pessoas em poucos minutos e a possibilidade de explorar este tipo de serviço é visto por grandes corporações como a forma de exibir seus produtos com custos mais baixos.
Uma das formas mais interessantes para atingir o público-alvo desejado hoje é estar atento às mudanças de comportamento, cada vez mais rápidas nos jovens, que direcionam o mercado a sanar suas necessidades e mostrar-lhes os produtos como eles desejam, dando o tom mais adequado para a elaboração das campanhas e seu conteúdo, exigindo muito mais estudos das empresas sobre quem é seu público verdadeiro e quais ferramentas do Marketing usar na hora certa.
Segundo Arthur D. Little, o Buzz Marketing “trata-se de uma das novas estratégias de Marketing que encoraja indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de Marketing para outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas”. para Rodrigo Carneiro Marc & Sheep são “idéias que se espalham no e pelos próprios segmentos interessados, espontaneamente ou planejada por um agente externo.

Num mundo onde a informação exerce influência sobre cada um de nossos passos rumo ao futuro, é comum e perfeitamente aceitável que o dicionário dos profissionais de Marketing tenha que se atualizar diariamente com novos termos e jargões que invadem nosso dia-a-dia, enriquecendo o vocabulário e por muitas vezes causando grande confusão em meio a tantos novos conceitos e teorias.

share Marketing em Números, Mente e Coração do Consumidor.

O tradicional Market Share é bem conhecido por todos nós que temos uma relação um tanto quanto “próxima” do Marketing, porém quando se trata de Share of Mind e Share of Heart nem todos podem responder prontamente. É fato que uma simples tradução já poderia ajudar o profissional a entender do que se trata, porém traduzir com clareza aquilo que se entende é um dos desafios da nossa profissão, e o fazemos com pesquisas, análises do comportamento do consumidor, interpretando peças de mídia impressa ou em vários outros momentos do dia.

Como você já sabe, o Market Share é correspondente à fatia de mercado num segmento que determinado produto ou marca detém, e é importante entender também que quanto maior esse valor, mais suscetível às pressões do mercado está a marca ou produto. Sua grande visibilidade acaba tornando-o grande referência para o mercado e em contrapartida um grande alvo para seus concorrentes de menor porte.

Entendemos então o Market Share como um “domínio” de parte do mercado, porém diretamente. Quando se trata de Share of Mind por exemplo, estamos falando do nível de conhecimento ou awareness que o consumidor em si possui do nosso produto ou marca. A indicação dos níveis de Share of Mind alcançados por uma determinada marca é obtida com a lembrança espontânea diante das demais marcas citadas em pesquisa, e assim sua posição indica o percentual de participação na mente do consumidor.

Então, podemos citar este indicador como uma forma “racional”, constituída de diversos motivos que levam uma marca a conquistar uma parcela maior que as demais na mente do consumidor. Também se conclui que este é um valor muito importante por indicar em outras palavras um grau de confiança que o cliente tem pela marca.

Mas nem só de razão vive o homem, e como ciência inteligente e eficaz que é o Marketing nos estudos do consumidor, outro conceito foi desenvolvido por seus estudiosos para avaliar o que o consumidor “sente” pela marca, conceito este gentilmente apelidado de “Share of Heart”. Mensurado de forma mais subjetiva, o espaço que uma marca detém no “coração” do consumidor determina o poder do vínculo afetivo estabelecido entre as partes, e este pode ser controlado dentre outras formas através de recursos simples e poderosos das famosas mídias sociais.

É claro que é de extrema importância conquistar a mente do target, porém nem mesmo os grandes estudiosos são capazes de negar que a influência de uma marca nos sentimentos é capaz de reverter situações onde seu consumo seria no mínimo improvável, dados fatores como economia, cultura ou finanças. Portanto, conquistar a mente do cliente sem atingir seus sentimentos não é por si só suficiente para levá-lo ao consumo.

Aproximar-se do consumidor personificando sua marca é certamente uma das melhores opções para uma estratégia de branding eficaz. Grandes organizações e multinacionais-modelo de todo o mundo não só apostam como vêm colhendo frutos por utilizar estes recursos que utilizam o consumidor apaixonado pela marca para gerar buzz em diversas mídias e multiplicar os resultados das suas ações de Marketing.
Bem, conceitos à parte, uma lição extremamente prática pode vir a fazer toda a diferença para sua marca:

Procure não ver seu cliente como mais um número a ser conquistado, nem mesmo como um “ser” levado à ação exclusivamente pelo sentimento, mas entenda suas necessidades e faça com que se apaixone pela marca mesmo que contrariando o seu lado racional.

Alexandre Rocha – AllRox.

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