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O cliente tem sempre razão?

Uma simples pergunta que traz consigo a complexa lacuna entre sucesso e fracasso nos negócios.

Por Alexandre Rocha

 

Há algum tempo ainda era comum ver pessoas afirmarem com toda sua certeza que quando se trata de negócios é o cliente quem tem sempre razão, uma posição tão perigosa quanto tragicamente errada. O tempo passou e as coisas mudaram até que os mais antenados e conscientes sabem que a história não é bem assim, afinal há uma enorme distância entre o cliente ser a sua razão de existir e sempre estar certo.

Vamos comparar os negócios com um relacionamento homem-mulher e você entenderá rapidamente que também corresponde a uma relação onde deve haver perfeito equilíbrio com a compensação de oferta e demanda que há entre as partes, impedindo que uma delas haja de forma arbitrária. Um casal decide em parceria a programação de uma noite de lazer de maneira que o evento seja igualmente interessante para ambos, assim como uma empresa não apenas cria e lança ao mercado um produto do seu jeito da forma que “acha” que deve ser (ao menos na teoria não pode ser assim!). Há sempre ao menos o mínimo de estudo das necessidades e desejos do consumidor (mesmo que este ainda nem saiba que tem potencial para ser).

Não, eu não defendo aqui a idéia de um posicionamento em que a empresa deve prevalecer ou que o cliente não sabe o que é melhor para si, o ponto é que erros podem acontecer da parte de ambos. As empresas precisam cuidar de pesquisa e desenvolvimento para entregar aquilo que é mais próximo de atender preferencialmente a toda a sua fatia de mercado, o que é uma missão de extrema dificuldade. Além disso, as organizações precisam aceitar que a rejeição do público a um determinado produto ou serviço pode sim ser resultante de uma falha na idealização, produção ou entrega do mesmo, o cliente por sua vez deve ser informado sempre de forma clara, objetiva e principalmente verdadeira sobre tudo o que envolve a relação de consumo para afastar o risco de sequer precisar descobrir o certo e o errado em alguma situação adversa. Ver artigo completo »

Por Alexandre Rocha

Assim como quase tudo pode ser observado de um diferente ângulo, cuidado, seu posicionamento pode fazer com que você seja interpretado de forma diferente do esperado. Em outras palavras, digo que a “imagem” da sua marca como você lança ao mercado é determinante dentre outras coisas para atrair perfis bem específicos de consumidor, uma faca de dois gumes. Ver artigo completo »

Você quer “share” de quê?

Por Alexandre Rocha

Que a concorrência aumenta a cada dia e o consumidor tem além do seu produto uma dezena de opções (cá entre nós algumas até melhores) todos já sabem, e é justamente isso que leva alguns gestores ou empreendedores à busca por mais conhecimento acerca das necessidades  consumidor, ou quem sabe até se colocar cada vez mais em seu lugar. As mudanças macroambientais parecem surtir “macroefeitos” na vida de cada consumidor como se agora ao sair de casa estivéssemos a poucos passos do continente vizinho.

Além da batalha para encontrar seu próprio “oceano azul”, as empresas brigam desesperadamente por pedaços, fatias, do mercado e do consumidor, como na história que de grão em grão a galinha enche o papo. Share of Mind, Market Share, Share of Heart, Share of Soul e Share of Wallet, agora vamos entender do que se trata este último e compará-lo ao Market Share.

Por definição, Share of Wallet corresponde a participação do seu produto dentro do orçamento do consumidor, ou seja, digamos que sua empresa fabrica um produto simples como um creme dental, um produto utilizado em todos os lares, por cada habitante e melhor ainda, três vezes por dia!

Agora pense num cenário onde só há um concorrente para o seu produto, e este detém 55% do Market Share, o que resulta numa briga bem equilibrada onde os outros 45% do mercado são dominados por você. Surgem então as perguntas: Ver artigo completo »

Por José Cledson de Lima Silva

Vamos voltar a mais ou menos duas décadas atrás, quando o boom da internet ainda estava iniciando.

Analisemos como o marketing e suas varias combinações trabalhavam para que um produto chegasse às mãos de um consumidor.
Pensaram?

Só para refletirmos com mais clareza, vamos repensar o habitual e já consagrado composto mercadológico denominado no universo da ciência da Mercadologia como “Mix de Marketing” ou os “4 p´s”.

Como bem sabemos essas variáveis se adequavam aos vários modelos de negócios de corporações, pois sua aplicação é totalmente moldável de acordo com as estratégias das organizações. Lembrando que esse conceito já evolui na concepção de muitos autores, e já sabemos que a trajetória dos “P´s” está muito mais avançado que as suas 4 variáveis convencionais. Para consenso geral e por motivos de conceituação vamos trabalhar o mais habitual. Ver artigo completo »

Por Alexandre Rocha

Nos últimos anos o Marketing tem sido consideravelmente mais percebido pelas pessoas em todo o mundo (seja da forma certa ou míope), e como num piscar de olhos todos buscam uma lacuna onde encaixar a “palavra mágica” para coroar discursos pomposos quando se trata de negócios (Foi definitivamente um Marketing muito eficaz! – ãh?!?!). Como se não bastasse utilizar a ciência como coringa para preencher lacunas no jogo das palavras, é também notória sua utilização em imensas lonas, front lights, outdoors e outras mídias em situações capazes de abalar perante o mercado e sociedade a credibilidade do profissional qualificado de fato.

No trajeto que percorro frequentemente até o centro da cidade me chamou atenção há alguns dias um front light de aproximadamente 50m² compondo a fachada do que é um misto de bureau e agência de publicidade onde havia como slogan “Marketing e soluções criativas”. Tal fato sem dúvidas aguça a curiosidade de qualquer estudioso do assunto e ainda realça a miopia que toma conta do mercado, talvez originada nas salas de aula de universidades ou conceitos infundados de meros curiosos.

Naquele momento não me vinha à mente outra coisa senão uma vontade imensa de entrar na empresa com um sorriso esperançoso pedindo uma pesquisa de mercado sobre o cenário atual no Estado acerca dos serviços de consultoria de Marketing para pequenas empresas, sem deixar de considerar é claro variáveis macroeconômicas, e incluir projeções sobre a possibilidade das fusões/aquisições gerarem “megaempresas blindadas” representarem barreiras de entrada para companhias nacionais de menor porte no mercado em um segmento específico (omitido no texto).

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Tudo é Marketing?

Por Admir Borges

O Brasil dos anos 60 viu surgir uma disciplina que transformaria o ambiente das relações de troca estabelecidas pelo mundo econômico: o Marketing, uma nova disciplina em sua forma embrionária. Ele foi ganhando seus primeiros simpatizantes num período em que a preocupação das empresas estava focada nos processos produtivos e na força de vendas.
Nos meios de comunicação, o rádio, estava em pleno vigor – era o centro das atenções – e a televisão, a novidade surpreendente do século XX, tinha o esboço de uma arrancada definitiva rumo à preferência do público, buscando seu espaço e garantindo destaque entre os meios de massa. Assim, rádio e tv se constituíram nos aliados de primeira hora do marketing, um casamento perfeito para se trabalhar as mensagens de maneira pertinente e multiplicadora, pela vantagem de atingir rapidamente grande parcela da população, ajudando a vender quantidades cada vez maiores de bens de consumo.

Tudo isso causou enorme impacto nos meios de produção, com a conseqüente ampliação geográfica da participação das marcas e o aparecimento de novos produtos que iriam competir com os já tradicionais e líderes de mercado. Também cresceu a malha rodoviária, o sistema de distribuição e logística, as formas de crediário ao consumidor, a adoção do planejamento estratégico pelas grandes empresas, a pesquisa e o teste de mercado.

Dessa forma, o marketing foi ganhando adeptos, estudiosos, pesquisadores e novos autores. Despertou o interesse de empresários de diversos segmentos, bem como dos publicitários, que passaram a propor para seus clientes cada vez mais anúncios, comercias e campanhas completas, traduzindo a evolução do próprio mercado, na busca de um modelo competitivo. As empresas adotaram o estabelecimento de verbas anuais para sua propaganda, que chegaram a representar até 100% do investimento em marketing. Nesse mesmo período a regulamentação do trabalho publicitário, através da Lei 4.680, e a determinação de percentuais de comissão foram importantes para o surgimento e fortalecimento das agências de propaganda, principalmente no eixo Rio – São Paulo. Isso fez com que a propaganda se transformasse no foco das atenções e na principal denominação da atividade mercadológica.

Com a alta visibilidade conquistada pelas agências, estabeleceu-se, no entanto, uma certa confusão semântica para o termo marketing, que ganhou uma série de interpretações e sinônimos, responsáveis pela distorção do seu verdadeiro sentido. Profissionais e leigos passaram a utilizar definições e conceitos de marketing e propaganda sem distinção, como se fossem uma coisa só, até colocando o primeiro como uma ferramenta do segundo e não o contrário, conforme defendem os especialistas e as maiores autoridades no assunto. Por sua vez, publicidade virou sinônimo de propaganda, quando na verdade são disciplinas complementares. Posteriormente, algumas formas de propaganda passaram a ser chamadas de merchandising , ou simplesmente merchan para os inculturados, com o absurdo aval de veículos de grande porte. Ou seja, estabeleceu-se uma verdadeira torre de babel no marketing.

Nessas quatro décadas não houve melhora nesse contexto, apesar do esforço feito através das pesquisas nas grandes universidades e das bibliografias que se multiplicaram. E, se antes a confusão derivava apenas da ignorância sobre o tema, hoje ela parte dos próprios autores e títulos de livros com tendência editorial oportunista. Tanto, que podemos encontrar nas bibliotecas e livrarias toda sorte de configurações, tais como: marketing tuttifruti, marketing de convergência, marketing viral, marketing sexual, marketing de permissão, marketing político, marketing médico, marketing editorial, marketing de imagem, marketing eleitoral, marketing de resultados, e a lista continua.

Infelizmente, como ocorre em outras atividades profissionais, nessa área encontramos pessoas que se autodenominam “experts”, quando na realidade não passam de espertalhões e aproveitadores de plantão. Muitos mandam imprimir em seus cartões de visita: gerente de marketing, supervisor de marketing, consultor de marketing, agente de marketing, assessor de marketing, sem nunca terem feito um curso sério, nem estudado com profundidade os consagrados autores. A preocupação aumenta de tamanho quando deparamos com formadores de opinião, principalmente na mídia, deturpando sobremaneira o conceito do que é marketing, desconsiderando tudo que já foi pesquisado e escrito com seriedade sobre o tema. O mau uso da terminologia, que gera interpretações errôneas, tem levado as pessoas a tratarem o marketing como se fosse qualquer tipo de ação promocional, e até pior, como algo que serve a uma venda forçada e enganosa, sem falar das maquiagens absurdas em produtos e serviços.

Para fermentar um pouco mais a questão cunhou-se nas duas últimas décadas, de maneira negligente, a palavra ” marqueteiro” : uma denominação adotada pelos estrategistas que trabalham para eleger políticos. O termo “marqueteiro” é pejorativo e indesejável para se atribuir a um profissional de marketing. Ele não passa de um profissional episódico, que constrói figuras volúveis como os políticos atuais. O verdadeiro mercadólogo não “faz” a imagem ninguém e desconfia da existência de um “marketing político”, pois utiliza seus conhecimentos teóricos e técnicos para posicionar produtos ou serviços corretos, criando alianças duradouras com os consumidores e usuários, garantindo a satisfação e a imagem positiva das marcas, no longo prazo. O legítimo mercadólogo repudia a invencionice e a alquimia dos “marqueteiros”.

“Tudo é marketing e marketing é tudo” para aqueles que acham que conhecem da matéria, mas que não passam de curiosos e empíricos. Esses, além de desconhecedores da teoria, costumam criar rótulos, frases de efeito, conceitos absurdos e outros termos inadequados. O marketing, segundo os grandes autores, é definido como um conjunto de técnicas que envolvem pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, teste de mercado, avaliação de micro e macro ambiente, análise da concorrência, lançamento, política de preço, construção de valor, distribuição e logística, força de vendas, branding e composto de comunicação.

Com isso, podemos afirmar que o marketing se apresenta, neste início de século como a disciplina mais badalada e menos compreendida pelos leigos. Há o marketing traduzido pelos marqueteiros, mau visto pelos mercadólogos, e o marketing verdadeiro daqueles que estudam, pesquisam e fazem suas reflexões sobre fundamentos e tendências, livre das propostas especulativas dos espertalhões e aproveitadores. Fazer marketing é o oposto de enganar, maquiar, forçar, ou iludir. Torna-se, assim, indispensável para o profissional que atua nesta área um conhecimento aprofundado da sociologia, da economia, da antropologia, da psicologia e até mesmo da filosofia. O marketing não é disciplina para os vendedores que vendem lenço quando todos estão chorando, como sentenciava a antiga máxima das técnicas de vendas.

Admir Borges, consultor empresarial na área de atendimento ao cliente e Coordenador e Professor de Pós-graduação de Marketing e Comunicação da Uni-bh, Universidade Fumec. e IEC-PUC.

Phillip Kotler

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