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Você quer “share” de quê?

Por Alexandre Rocha

Que a concorrência aumenta a cada dia e o consumidor tem além do seu produto uma dezena de opções (cá entre nós algumas até melhores) todos já sabem, e é justamente isso que leva alguns gestores ou empreendedores à busca por mais conhecimento acerca das necessidades  consumidor, ou quem sabe até se colocar cada vez mais em seu lugar. As mudanças macroambientais parecem surtir “macroefeitos” na vida de cada consumidor como se agora ao sair de casa estivéssemos a poucos passos do continente vizinho.

Além da batalha para encontrar seu próprio “oceano azul”, as empresas brigam desesperadamente por pedaços, fatias, do mercado e do consumidor, como na história que de grão em grão a galinha enche o papo. Share of Mind, Market Share, Share of Heart, Share of Soul e Share of Wallet, agora vamos entender do que se trata este último e compará-lo ao Market Share.

Por definição, Share of Wallet corresponde a participação do seu produto dentro do orçamento do consumidor, ou seja, digamos que sua empresa fabrica um produto simples como um creme dental, um produto utilizado em todos os lares, por cada habitante e melhor ainda, três vezes por dia!

Agora pense num cenário onde só há um concorrente para o seu produto, e este detém 55% do Market Share, o que resulta numa briga bem equilibrada onde os outros 45% do mercado são dominados por você. Surgem então as perguntas: Ver artigo completo »

Redes sociais e share of mind

Redes sociais+Share of mind Redes sociais e share of mind

A relação entre redes sociais e share of mind nunca esteve tão próxima. Antes de tudo, é preciso definir share of mind, que simplesmente é a participação de uma marca na mente dos consumidores. Em muitos dos casos, a medição do Share of mind é feita através de perguntas aos consumidores relacionadas com um tipo de produto. Por exemplo, “Qual é a primeira marca de maionese que lhe vem à cabeça?”. A marca mais citada terá o maior share of mind.

E como as redes sociais podem ajudar para que uma marca tenha mais share of mind? De várias formas: aumentando o contato com os consumidores, interagindo, transmitindo informação e, principalmente, dando mais “pessoalidade” à marca. Na publicidade, as ações nessas redes podem atuar tanto para venda on-line quanto off-line, tornando-se um canal de relacionamento ou informação entre outras formas.

Um estudo do Ebay sobre a receptividade dos usuários a anúncios mostrou que anúncios em redes sociais são mais eficazes do que em portais. A diferença é pequena, somente 2%, mas isso pode resultar em um grande volume de dinheiro. O estudo explica que essa receptividade das redes sociais deve-se ao fato de os usuários confiarem nas indicações de outras pessoas ou de informações que eles seguem ou buscam.

Voltando ao share of mind, para que as ações em redes sociais reflitam nesse ponto, a principal característica das ações deve ser focada no contato continuado e não somente no contato contínuo. Pois, contato contínuo pode ser feito por Spam, chega ao usuário, mas não é relevante. Já um contato continuado implica na participação dos dois lados, sempre com informações relevantes e que agreguem valor ao consumidor e à marca. Diferente de uma ação publicitária massiva, em que se consegue grande visibilidade rapidamente e em massa, o trabalho de marca em redes sociais deve ser feito paulatinamente e focado na qualidade e atenção do serviço prestado.

Fonte: www.comunicacao4x4.com.br

Num mundo onde a informação exerce influência sobre cada um de nossos passos rumo ao futuro, é comum e perfeitamente aceitável que o dicionário dos profissionais de Marketing tenha que se atualizar diariamente com novos termos e jargões que invadem nosso dia-a-dia, enriquecendo o vocabulário e por muitas vezes causando grande confusão em meio a tantos novos conceitos e teorias.

share Marketing em Números, Mente e Coração do Consumidor.

O tradicional Market Share é bem conhecido por todos nós que temos uma relação um tanto quanto “próxima” do Marketing, porém quando se trata de Share of Mind e Share of Heart nem todos podem responder prontamente. É fato que uma simples tradução já poderia ajudar o profissional a entender do que se trata, porém traduzir com clareza aquilo que se entende é um dos desafios da nossa profissão, e o fazemos com pesquisas, análises do comportamento do consumidor, interpretando peças de mídia impressa ou em vários outros momentos do dia.

Como você já sabe, o Market Share é correspondente à fatia de mercado num segmento que determinado produto ou marca detém, e é importante entender também que quanto maior esse valor, mais suscetível às pressões do mercado está a marca ou produto. Sua grande visibilidade acaba tornando-o grande referência para o mercado e em contrapartida um grande alvo para seus concorrentes de menor porte.

Entendemos então o Market Share como um “domínio” de parte do mercado, porém diretamente. Quando se trata de Share of Mind por exemplo, estamos falando do nível de conhecimento ou awareness que o consumidor em si possui do nosso produto ou marca. A indicação dos níveis de Share of Mind alcançados por uma determinada marca é obtida com a lembrança espontânea diante das demais marcas citadas em pesquisa, e assim sua posição indica o percentual de participação na mente do consumidor.

Então, podemos citar este indicador como uma forma “racional”, constituída de diversos motivos que levam uma marca a conquistar uma parcela maior que as demais na mente do consumidor. Também se conclui que este é um valor muito importante por indicar em outras palavras um grau de confiança que o cliente tem pela marca.

Mas nem só de razão vive o homem, e como ciência inteligente e eficaz que é o Marketing nos estudos do consumidor, outro conceito foi desenvolvido por seus estudiosos para avaliar o que o consumidor “sente” pela marca, conceito este gentilmente apelidado de “Share of Heart”. Mensurado de forma mais subjetiva, o espaço que uma marca detém no “coração” do consumidor determina o poder do vínculo afetivo estabelecido entre as partes, e este pode ser controlado dentre outras formas através de recursos simples e poderosos das famosas mídias sociais.

É claro que é de extrema importância conquistar a mente do target, porém nem mesmo os grandes estudiosos são capazes de negar que a influência de uma marca nos sentimentos é capaz de reverter situações onde seu consumo seria no mínimo improvável, dados fatores como economia, cultura ou finanças. Portanto, conquistar a mente do cliente sem atingir seus sentimentos não é por si só suficiente para levá-lo ao consumo.

Aproximar-se do consumidor personificando sua marca é certamente uma das melhores opções para uma estratégia de branding eficaz. Grandes organizações e multinacionais-modelo de todo o mundo não só apostam como vêm colhendo frutos por utilizar estes recursos que utilizam o consumidor apaixonado pela marca para gerar buzz em diversas mídias e multiplicar os resultados das suas ações de Marketing.
Bem, conceitos à parte, uma lição extremamente prática pode vir a fazer toda a diferença para sua marca:

Procure não ver seu cliente como mais um número a ser conquistado, nem mesmo como um “ser” levado à ação exclusivamente pelo sentimento, mas entenda suas necessidades e faça com que se apaixone pela marca mesmo que contrariando o seu lado racional.

Alexandre Rocha – AllRox.

logo As marcas mais valiosas do mundo e como elas chegaram lá

Conhecido como um fenômeno de popularidade e inovação, o Google se transformou na marca mundial que mais ganha valor. É o que mostra o ranking das marcas mais valiosas do mundo, realizado pela consultoria Interbrand, em parceria com a BusinessWeek. A grife conquistou um crescimento de 44% no ano de 2007, ano em que a marca Google passa a valer mais de US$ 17 bilhões e ocupar o 20º lugar da tabela. “A companhia é uma estrela em ascensão. Eles estão fazendo muita coisa bem feita, uma delas é priorizar a marca como parte da sua estratégia, além da agressividade na inovação”, acredita Alejandro Pinedo, diretor-geral da Interbrand no Brasil. Como já se tornou tradição a Coca-Cola, pela sétima vez consecutiva, ocupa a dianteira do ranking. “O tamanho, a idade e a gestão da marca são algumas das justificativas para essa posição”, aponta Pinedo. Hoje, a marca coca de refrigerantes vale US$ 65,2 bilhões.

Este ano, os nomes que mais perderam força foram Ford, GAP, Kodak, Pizza Hut e Motorola. “Sofreram desvalorizações porque não acompanharam o consumidor, não entenderam o momento do mercado”, detecta Pinedo. De acordo com o executivo, estas marcas não se atualizaram. “A Ford tem carros antiquados, a Pizza Hut não renovou cardápio nem melhorou as lojas. Já a Motorola apostou alto em um só produto, o RZR, e investiu menos na marca corporativa”, pondera Pinedo.

coca cola As marcas mais valiosas do mundo e como elas chegaram lá

Na edição deste ano do ranking, a Interbrand não se deteve apenas a listar o valor de cada marca e elaborou uma lista de quatro tendências em gestão de marca:

1. Desenvolvimento de pontos de contato – As grifes mais valiosas encontram maneiras complementares de atingir os seus consumidores. Um exemplo é a rede de cafeterias Starbucks, que conseguiu criar uma relação diferenciada com o consumidor. “A marca não se restringe à loja, ela quer acompanhar o consumidor na rotina diária”, afirma o diretor da Interbrand Brasil. Os clientes podem comprar livros e cds que leram ou escutaram dentro da própria loja.

2. Gerar maior demanda para a marca – Trata-se de fazer com que o consumidor desejado pela grife a escolha acima de todas as outras que tentam atingi-lo. Os nomes que conseguiram com sucesso chegar a este patamar são Apple e Nintendo. “A Apple cria um furor tão grande ao redor da marca que qualquer modelo novo gera curiosidade”, ressalta Pinedo.

3. Modelos de Contingência, que englobam cenários de risco e planejamento de eventualidades. Esse item se refere às companhias que projetam cenários futuros e concentram toda a sua energia para que eles se tornem realidade. “É um passo além do planejamento estratégico, não é só olhar pro futuro, mas desenhar o cenário ideal e mover toda a empresa pra que ele se torne real”, explica o diretor. De acordo com Pinedo, uma das marcas que mais se encaixa no perfil é a Toyota, que há anos previu que a preocupação com o meio ambiente estaria presente e buscou soluções alternativas ao petróleo. “Hoje, é a empresa do ramo mais associada com este conceito”, completa.

4. Planejar Eficiências – “A idéia desta ferramenta é identificar o ponto forte da marca e apostar todas as fichas nela”, esclarece Pinedo. Há varias maneiras de se fazer isso, investindo em eventos, em patrocínios, em mudanças nos pontos-de-venda. “A Zara entendeu que as lojas rendem a melhor oportunidade de causar impacto no consumidor e preferiram investir menos em publicidade”, conta Pinedo.

FONTE: Revista AMANHÃ

Marketing é um processo contínuo que visa satisfazer as necessidades e desejos do mercado e da sociedade, através de uma relação de troca que beneficie a organização e o público-alvo.

Publicidade é uma forma de persuadir o consumidor a realizar alguma ação, seja para aderir a uma idéia ou para adquiri um serviço ou produto.

Mensurar o retorno do investimento em estratégias de marketing e publicidade é algo complexo. Já que estamos em tempos difíceis onde é necessário analisar todos os aspectos pertinentes ao gasto de capital. Em geral, estes gastos são contabilizados como despesa de vendas. Sendo assim, vemos vários analistas questionando este tipo de investimento. O mais importante é manter a transparência, sempre divulgando quais são as ações realizadas e o custo delas.

A abordagem mercadológica nem sempre tem como objetivo principal o lucro, considerando antes a conquista de clientes, sua fidelização e a parcela do mercado (market share) no qual a empresa concorre. Com isso, o lucro é visto como uma conseqüência do bom posicionamento dos produtos nas mentes dos consumidores (share of mind / share of heart) e das estratégias competitivas escolhidas.

A estratégia e o planejamento empresarial são aspectos de fundamental importância para o marketing de relacionamento. Toda política deve estar voltada para o cliente. Criar uma imagem positiva na cabeça do cliente (share of mind) e, conseqüentemente, no coração (share of heart). Assim, quando o consumidor necessitar daquele produto ou serviço ele vai recorrer à marca que ele conhece .Cria-se um vínculo com o cliente.

Como já dito, o marketing é um processo contínuo e, por isso, não há um caminho predisposto para alcançar o sucesso desejado. Cada situação necessita de uma análise minuciosa do mercado, pesquisa e, principalmente, interpretação dos dados de acordo com objetivo que se quer alcançar. E, é claro, cada empresa tem suas próprias necessidades.

Para alguns segmentos de mercado o investimento em ações de marketing e publicidade é vital, já que há uma disputa constante pelo “top of mind” e, assim, se manter no mercado. Como por exemplo, as empresas de telefonia móvel. Já outros segmentos, focados em públicos específicos não precisam ampliar tanto o volume de ações para expandir ou manter o market share. Este é o caso de setores menos competitivos e menos voltados ao grande varejo.

Em síntese, pode-se dizer que para conquistar o “top of mind” ou ao menos uma fatia maior do market share é necessário conhecer muito bem o seu produto ou serviço, saber suas limitações financeiras e definir seus objetivos, tanto primário quanto secundário. E assim, partir para uma análise do mercado buscando uma abordagem eficaz e segura.

Por Filipe Dutra – 2 de novembro de 2009 – 23:00

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